Serotonina, felicidade enlatada.
Sabe aquele dia que você já levanta da cama com baladinhas bregas na cabeça? Prazer, sábado, 11 de junho de 2011.
Pra piorar o drama do dia tá um frio causticante lá fora. Não que eu quisesse alguém pra me aquecer, meu momento irônico me diz que seria mais proveitoso comprar um aquecedor, pelo menos o investimento é certeiro e terá retorno, custo /benefício encorajador.
Se eu to acompanhada? Ah, muito bem obrigada.
Estou aquecida, relaxada e feliz. Endorfinas circulam em meu sangue, be happy!
Um potão extra-big de Nutella e um bom vinho. Endorfinas e calor... Quem precisa de mais? A felicidade é enlatada, eu bem sabia disso, só não queria acreditar...
Tendencioso mais verdadeiro, a gente sempre acaba a noite enrolada em uma coberta na frente da TV ou computador lendo aqueles poemas e toda a filosofia Shakespeariana que de nada nunca adiantou, porque são só letras. E chora, chora por minutos, meses, mas um dia passa, e você leve e complexa sai achando que é o ser mais louvável da face da Terra, seu dia de gente.
Bah, filosofia de textos de auto-ajuda e eu aqui tentando o método socrático pra escrever esse texto. Desisto.
E desisto também de enrolar e dizer pra todo mundo que tá tudo bem, que seremos bons amigos, que eu não me irrito facilmente, que eu nem senti como doeu aquele vácuo. Bah, isso quando parece que aquelas palavras me arrancaram as entranhas, coisa de tripas mesmo, carne, ossos, sangue, suor e dor. Até a poesia eu abandonei, uma bela casca não esconde um conteúdo feio e doído, é melhor que seja como é, que veja como é. Mudança de comportamento, outros planos. Viciante como o passar do tempo pelas longas horas da cidade gelada, do coração gelado. Não vou mais falar de sol.
Que um conselho piegas, de verdade?
Sua máscara vai ser sempre teu maior escudo, o resto é resto.
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