Senhoras e senhores! Mais um caloroso espetáculo, SEJAM TODOS SEMPRE MIL VEZES BEM-VIDOS!
Dos tempos em que longe desta terra de letras passei, muito aconteceu.
Há muito não era tomada por essa súbita inspiração. Eis que por motivos inusitados ela voltou, então, neste claro momento onde a felicidade deveria ser paradoxal, eis-me aqui, e, por aqui ficarei. Sinto falta dessas estradas de letras, dessas fotografias em branco e preto…
“O que a gente faz depois que é feliz?”
Me desculpa, Clarice, eu não pude te responder isso até hoje e creio que você mesma deve ter morrido sem se elucidar desse fato. Mas, enfim… Estive a pensar em tudo o que aconteceu nos últimos anos e em tudo o que aconteceu aos meus e ao mundo… Exame de consciência que durou uns dois meses, imagino eu. Entremeio a tudo, algumas notícias realmente me surpreenderam, mas tudo o que eu realmente desejo hoje é: felicidade aos porcos!
Por aqui, eu vi cenas repetidas, revivi passados entrelaçados, fui feliz. Hoje já não me surpreende muita coisa, mas uma delas sempre, sempre vai me fazer pensar: “Guria, sua louca, olha você repetindo a história, de novo, mais uma vez e sempre.” Sorrio, apenas sorrio quando minha consciência conversa comigo, nos tornamos muito íntimas, ela me compreende e eu a acalento, é uma simbiose, a recíproca é verdadeira.
Desistir de querer saber como é que eu vim parar aqui e como criei coragem para tal. Agradeço, creio que isso basta. Posso dizer que por quase um ano escrevia copiosamente para agradar os olhos de outra pessoa e limpar os meus próprios, cansei, secou a fonte da paciência. Livre e libertária retorno a ativa, tão mais e melhor que sempre! Mais leve e de branco, não é mestre Oswaldo?
Sinto falta de muita, muita, muita coisa… Muita mesmo! Sinto falta do que um dia foi, mas em momento algum me arrependo da coisa, nem mesmo do seu conceito bizarro e inesperado. Gostaria deveras de reparar determinadas falhas, fatos que não necessariamente deveriam ter acontecido… Mais história que a gente cria sem borracha é assim mesmo, não se apaga os pactos de sangue. Das coisas que eu prometi, realizei! Posso bater no peito e dizer que: EU NÃO DEVO NADA PRA NINGUÉM!
Em 2010 com suas dores e delícias iniciei meu PIC (Projeto de Iniciação Científica) logo no começo da faculdade, 1° período com um outro maluco que resolveu comprar a minha idéia. Em suma, a pesquisa é sobre Diabetes, dentro em pouco a concluiremos. Pronto, 1ª promessa cumprida, mesmo que a quem eu a prometi talvez nem nunca saiba disso. Teve também o jantar em um determinado lugar em que já quis ir acompanhada por outros braços, mas eu fui, em companhia de amigos.
E houveram tantas outras coisas, tantos outros vinhos, tantos outros portos, que o meu coração por fim naufragou e hoje navegando novamente aguarda para se aportar com um nobre de cabelos cor do sol que um dia poderá via a ser capitão dessa embarcação. Vou ver o pôr-do-sol, feliz, do lugar onde eu vi a verdade acontecer.
Em 2011, me vi obrigada a mudar mais uma vez. O fiz. Cá estou, rumando pelo outro lado. Não é o tipo de utilidade que acho louvável, mas, já represento uma contribuição maior pra humanidade que a que eu representava há um ano atrás.
Agora, neste exato minuto vou ver um filme que outrora alguém me indicou, não será a primeira vez, nem a última que o verei. Creio que isso talvez não seja do interesse de ninguém, mas se vale um conselho, esse valeu, é minha história lá, o capítulo que eu um dia ainda hei de escrever, sem fronteiras, o Amor. E quem tiver bons olhos leia e o veja!
Sem mais meus raros! Essa postagem se parece demais com coisas que leio por essa blogosfera, ninguém se interessa muito por saber o que faço ou o que tenho feito, mas se isso um dia valer pra alguém ou pra mim mesma, valeu também pelo tempo perdido em dispersar estas letras.
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